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Reserva de Emergência

Reserva de Emergência: O que é, quanto ter e onde investir?

Para entender a importância da reserva de emergência, pare por um minuto e pense: O que aconteceria se você perdesse seu emprego ou sua renda atual? O que aconteceria se você tivesse um gasto inesperado, como uma doença grave em alguém da família?  Você teria dinheiro para cobrir todos os custos? E o seu padrão de vida, teria que diminuir drasticamente? Teria que pegar empréstimo? Infelizmente algo que sabemos é que imprevistos podem acontecer. E é exatamente para quando eles acontecem que a reserva deve existir. É ela que vai evitar que só de pensar nesses assuntos você fique angustiado. Reserva de emergência é uma segurança para nossa saúde financeira e emocional. Nesse artigo você verá: Vamos a isso? O que é Reserva de Emergência? A reserva de emergência é um dinheiro que você tem guardado para ter mais segurança e cobrir despesas inesperadas ou situações de emergência que possam surgir na sua vida. Situações como perda de emprego, despesas médicas inesperadas, reparos emergenciais em casa ou carro, entre outros. Ter uma reserva é uma estratégia financeira para ter mais estabilidade e tranquilidade em momentos de dificuldade financeira. O Thiago Nigro, do Primo Rico, fala que se você sabe que imprevistos podem acontecer, você pode se preparar para eles. Eu gosto bastante desse raciocínio e encaixa muito bem quando falamos de Reserva. Antes de investir na sua saúde financeira, invista na sua saúde emocional Quando vamos começar a investir, geralmente é um momento mais próspero em que as coisas estão indo bem. Por isso, é comum a tentação de começar a investir antes de fazer a sua reserva de emergência. Mas não caia nessa tentação. Se você estiver investindo, acontecer um imprevisto e não ainda tiver a reserva, você terá que se desfazer do seu investimento. E é muito provável que isso aconteça em um momento de baixa do mercado e tenha que vender seus investimentos com prejuízo. Por isso, a reserva de emergência é muito importante. Ela é uma segurança para você e também para seus investimentos. Então é recomendado fazer a reserva, ou boa parte dela, antes de começar a investir. Por que ter uma Reserva de Emergência? Se você ainda não está convencido da importância de ter uma reserva, vou te mostrar aqui algumas vantagens em ter: Segurança Financeira – Uma reserva de emergência permite que você lide com situações inesperadas sem precisar diminuir seu padrão de vida, perder seus investimentos e nem recorrer a empréstimos com juros altos. Paz de Espírito – Saber que você tem uma reserva que permite uma segurança financeira pode reduzir o estresse e a ansiedade em relação ao futuro com imprevistos e problemas financeiros. Evitar Dívidas – Em situações de emergência, as pessoas tendem a recorrer a empréstimos rápidos, como cartões de crédito ou cheque especial. Em que a facilidade de conseguir é proporcional aos altos juros cobrados. Ter reserva de emergência evita essa necessidade. Não conseguimos prever o dia de amanhã, mas podemos nos preparar para o que pode acontecer. Já passamos por crises econômicas graves e momentos em que empreendedores não tiveram faturamento por alguns meses e funcionários foram demitidos. Isso só reforça o quanto é importante ter uma reserva de emergência. Quanto devo ter na Reserva de Emergência? Qual valor devemos ter na reserva de emergência? Não existe resposta certa. O valor ideal varia bastante de pessoa para pessoa. Depende do padrão de vida (despesas mensais), quanto recebe de renda, estabilidade da fonte de renda, probabilidade de imprevistos acontecerem, etc. Pessoas que prezam mais pela segurança podem querer ter mais, já pessoas que lidam melhor com instabilidade podem querer ter menos. Muitos educadores financeiros recomendam avaliar 2 pontos para encontrar o valor para sua reserva de emergência. 1. Saber seus gastos mensais Primeiro é preciso saber quais suas despesas mensais, dessa forma saberá quanto precisa por mês para manter seu padrão de vida. Isso é importante pois a reserva é muito usada para manter o padrão de vida, caso aconteça um imprevisto com a fonte de renda, como por exemplo perder o emprego. Ainda não sabe quanto é seu gasto mensal? Então clique aqui e saiba como organizar e controlar suas finanças. Sabendo isso, olhamos para a estabilidade da fonte de renda. 2. Saber o quão estável é sua renda A estabilidade de um funcionário público concursado, de um funcionário CLT e um autônomo são bem diferentes, né? E isso deve ser levado em conta na hora de montar a sua reserva. Funcionário público concursado – tem uma estabilidade maior no emprego. Por isso, o risco de ser demitido é mais baixo. Dessa forma recomendam que tenha o equivalente a 3 meses do seu gasto mensal. Funcionário CLT – tem uma estabilidade menor, porém tem o FGTS e o seguro desemprego que ajudam em momentos de desemprego. Dessa forma recomendam que tenha o equivalente a 6 meses do seu gasto mensal. Autônomo e empreendedor – tem bem menos estabilidade que o funcionário, e nenhuma garantia. Dessa forma recomendam que tenha o equivalente a 12 meses do seu gasto mensal. Como calcular quanto ter na Reserva de Emergência? A fórmula para saber quanto ter na reserva é: (Seu gasto mensal) x (Quantidade de meses) = (Quanto ter na reserva de emergência) Vamos usar o exemplo de José, que é funcionário CLT e gasta R$ 5.000 por mês. Sendo funcionário CLT, ele deve ter pelo menos 6 meses do seu gasto mensal. Calculando: 5.000 x 6 = 30.000. Ou seja, ele deve ter pelo menos R$ 30.000 em sua reserva de emergência. Lembrando que essa quantidade é o mínimo recomendado. Se você puder e quiser, pode ter um valor maior na sua reserva de emergência. Isso te deixará ainda mais seguro. Ajuste sua Reserva, sempre que ajustar sua vida De tempos em tempos é importante rever e recalcular o valor da reserva de emergência. À medida que suas circunstâncias mudam, como aumento no salário ou na renda, podem surgir mudanças no custo de vida ou novas responsabilidades. Por isso,

Melhores investimentos para terminar 2023 lucrando

Melhores investimentos para terminar 2023 lucrando

Já estamos no segundo semestre de 2023, reta final do ano, e as perguntas permanecem: Quais os melhores investimentos? Onde devo investir? Por isso eu escrevi esse artigo: para você terminar 2023 lucrando. A pergunta é simples, a resposta nem tanto… Se alguém te entregar uma receita pronta, que serve para todos investidores, desconfie. A verdade é que para descobrir os melhores investimentos é preciso saber qual seu objetivo com esse investimento. Não existe “os melhores investimentos”. Existe os melhores investimentos para você, nesse momento, para esse objetivo / meta. Complicou? Pode ficar tranquilo que nesse artigo vou te ajudar a identificar qual o melhor tipo de  investimento dependendo da meta. Aqui você vai ver sobre: Vamos a isso? Primeiro objetivo: definir seu objetivo. Tenho certeza que se a Alice tivesse perguntando para o gato qual o melhor investimento, ele teria falado: “Para quem não sabe o que quer, nenhum investimento serve” A primeira coisa que deve saber antes de pensar em investir é saber o que você quer com esse investimento. Sem isso nenhum investimento será bom de verdade. Qual é a sua meta? Antes de investir é preciso ter clareza de qual o seu objetivo com aquele investimento.  Existem metas de curto, médio e longo prazo. Metas de curto prazo São aquelas que têm até 2 anos para acontecerem. Alguns exemplos são construir sua reserva de emergência, pagar uma dívida ou fazer uma viagem. Metas de médio prazo São aquelas que têm de 2 a 5 anos para acontecerem. Alguns exemplos são trocar de carro, abrir o próprio negócio ou fazer o casamento dos sonhos. Metas de longo prazo São aquelas que têm mais de 5 anos para acontecerem. Alguns exemplos são: comprar um imóvel, construir uma renda passiva ou investir para a aposentadoria. Aqui é importante você definir bem sua meta, pois ela irá definir quais os melhores tipos de investimentos. Seu investimento, suas metas Não existe certo e errado quanto às metas. O importante é ser algo que você quer. Tem muita gente que tem como meta ter uma casa própria, por exemplo. Mas isso não ressoa com que ela verdadeiramente quer. Não é raro ver pessoas que sonham em morar fora do país, ficar anos e anos no exterior, pensando em comprar uma casa. Querem essa meta porque a família falou, porque a sociedade estipula, que ter uma casa é o que faz a pessoa ter sucesso. Mas para ela ter sucesso é conhecer o máximo de países e culturas possível, não estar “preso” em uma casa própria. Por outro lado tem pessoas que querem comprar a casas própria e passar bons anos naquele imóvel. E não tem vontade de viajar, a não ser para aproveitar as férias. Então avalie se a meta é sua ou uma expectativa de outras pessoas. Quando a meta é do casal, a conquista é dobrada Mas e o casal, como faz? O casal deve definir suas metas juntos. Não tem nada pior para um relacionamento do que os parceiros terem objetivos opostos. Além de atrasar os objetivos dos dois, vai gerar muita briga e desentendimentos no relacionamento. Lembre-se: Quando cada um rema para um sentido diferente, a canoa não sai do lugar. Para seguir em frente é preciso que remem em conjunto, com o mesmo objetivo. Por isso é importante que haja uma conversa aberta sobre os sonhos e objetivos de cada um. Só assim é possível que o casal se alinhe e siga ruma a conquistas das mesmas metas. Um livro muito bom é o Casais inteligentes enriquecem juntos, do Gustavo Cerbasi. Um best-seller indicado para todo casal que quer ter sucesso nas finanças e no relacionamento. O livro ajudou muito meu relacionamento, e pode ajudar você a alinhar seu relacionamento melhorando a dinâmica a dois sobre finanças e objetivos que querem conquistar juntos. Com os objetivos escolhidos, seja solteiro ou em casal, é hora de definir bem essas metas. Como definir uma meta? Não tem uma regra, cada pessoa pode definir de uma forma diferente. Agora para um sonho, uma vontade, virar uma meta é preciso deixá-la bem definida. Só assim será possível montar uma estratégia de investimento para conquistá-la. Uma estrutura muito usada e que realmente ajuda a pensar nos principais pontos da meta é a meta SMART. Meta SMART É uma estrutura composta de 5 etapas, que as iniciais em inglês formam a palavra “smart”: 1 – Específico (S) – Deve ser específica. Se for uma viagem, por exemplo: Para onde? Em qual data? Por quanto tempo? 2 – Mensurável (M) – Deve ser mensurável. Ter formas de medir se está no caminho certo para conseguir conquistá-la. 3 – Alcançável (A) – Deve ser possível de ser alcançada nesse período. 4 – Relevante (R) – Deve ser relevante para você, que você realmente queira. Dessa forma terá motivação para persistir. 5 – Prazo (T) – Ter um prazo definido para acontecer. Se você organizar a sua meta nessa estrutura, ela ficará bem clara. E isso facilitará muito na hora de definir a estratégia. Não deixe um sonho para trás Não temos apenas um sonho, então por que deveríamos ter apenas uma meta? Sim, você pode ter metas diferentes, com prazo diferentes, ao mesmo tempo. Você só vai precisar organizar estratégias diferentes para cada meta. Vamos imaginar que João, nosso personagem irá começar a investir hoje e, tem 3 objetivos: Definidas as metas, aí sim você pensa qual o melhor investimento. Não espere uma emergência, para começar a sua reserva de emergência Antes de irmos para a estratégia, tenho um recado importante. Reserva de emergência: Se você ainda não tem, essa deve ser sua prioridade.  Reserva de emergência é um dinheiro que você tem investido para quando tiver algum imprevisto e precisar de dinheiro. Várias coisas podem acontecer como: ser demitido; ficar doente e precisar de remédios caros; precisar ajudar algum parente; etc. A quantidade ideal de ter na reserva pode variar de acordo com o seu trabalho. Por isso eu preparei um artigo sobre